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domingo, 14 de março de 2010

AMOR DE “CABRA CELESTIAL”…


Isto pensei enquanto via um bem-te-vi comendo um peixinho...


A plenitude de amor no homem somente foi conhecida por Jesus.

Todos os que viverem do amor, pelo amor e para o amor, antes e depois Dele, jamais provaram o amor que amaram e a consciência do significado do amor que confessaram [...], como em Jesus isto aconteceu.

Somente em Jesus posso saber o que é amar com o amor de Deus em toda plenitude!

Então, de súbito, a nossa mente é levada para a Cruz!...

No entanto, a Grande Cruz/Alegria/Dor/Prazer/Amor que Jesus carregou, aconteceu desde sempre, desde antes de haver mundo, assim como, na Sua História, começou quando a vida Nele iniciou como em todos e qualquer um de nós; ou seja: como um humano.

Assim, se Jesus é a Palavra, o Verbo Encarnado, então, todos os Seus atos têm que ter sido atos de amor de modo infalível.

Foi ato de amor a conexão intra-uterina com João Batista, que ainda estava no ventre de sua mãe, Isabel.

Foi ato de amor ficar no Templo enquanto Seus pais se preocupavam com Ele, apenas alguns dias depois, mostrando aos Seus pais que se eles não eram totalmente pais, Ele era totalmente Filho do Pai.

Foi ato de amor dizer a Maria, Sua mãe, que não apressasse as coisas no casamento em Caná da Galileia. Embora, ante a insistência dela [“Fazei tudo o que ele vos disser...”; “eles”, sim; ela, não... rsrsrs] — Ele tenha feito apenas o que tenha achado próprio fazer; e era o que ela a Ele pedira: uma solução; só que a Dele melhor do que o sonho dela...

Foi ato de amor “baixar a bola” de Maria e dos Seus irmãos quando a “família” se reuniu para ir “prende-Lo”...

Foi ato de amor escolher quem o trairia [...], pois, até ao traidor Ele deu milhões de chances todos os dias...

Foi ato de amor dizer ao jovem rico ao qual amou que se quisesse andar com Ele [...] o seu amor teria que deixar de ser de performance [...] e passar a ser ato [...]; o que deixou o jovem triste, frustrado, amuado, perdido e para trás...

Foi ato de amor dizer a Pedro que ele se tornara diabo quando lutara contra a Cruz como futuro profético de Jesus.
Foi ato de amor de amor se cansar do tédio que a persistente insensatez dos discípulos trazia a Ele todos os dias... — e expressar isto com palavras, gemidos e suspiros...

Foi ato de amor por Pedro curar a sogra deste... rsrsrs.

Foi ato de amor tudo o que Nele seja polemico...; pois, abraçava a uns a fim de provocar os que se afastavam de abraçar; e vice versa... Eram as provocações do amor que quer fazer amar...

Foi ato de amor comer com quem Ele mesmo desejasse, pois, assim, tanto amava aos que acolhia [...], como também ensinava aos que discriminavam [...] que a imundície está sempre no coração de quem vê...

Foi ato de amor o Seu falar, o Seu silenciar e o Seus agir...

Sim, Seu agir foi sempre ato de amor, não apenas no curar, mas também na violência hoje em dia inaceitável do chicote que Ele usou ao expulsar os vendilhões do Templo.

Foi ato de amor quando Ele escolheu em quem bater e de quem apanhar...

Foi ato de amor usar palavras tão fortes aos fariseus, mas apenas depois de muito dar a eles a chance do entendimento...

Foi ato de amor chorar sobre Jerusalém tanto quanto o foi profetizar determinantemente a sua destruição!...

Foi ato de amor chamar Herodes de “raposa” [...]; aos fariseus de “sepulturas invisíveis”, de “sepulcros caiados”, de poço de rapinas, etc [...]; bem como chamar de “filhos do diabo” [...], os que se jactavam de serem “filhos de Abraão” enquanto tramavam o mal e morte.

A Cruz de Jesus, da qual se O ouve dizer que tudo e todos estão perdoados, não tirou Dele, na existência, a força do amor que confrontou e chamou com força ao arrependimento..., e nem tirou Dele o poder da confrontação que Ele desejasse fazer; ao mesmo tempo em o amor tirou Dele toda a necessidade de responder a quem Ele não desejasse responder...

Assim, e somente assim, olhando Jesus como um todo, e não como um ícone pendurado numa cruz, é que se pode ver que Nele o amor é forte como a morte [...]; e que é pacifico, mas não covarde; que é paciente, mas não leniente; que é próprio, mas não amarrado a etiquetas; que é sincero, mas não tolo; que é consciente da traição, embora não desista da esperança, mesmo ante ao que estava profetizado... — sendo esta, porém, uma consciente decisão, e não fruto da alienação...

Sim, tudo Nele foi amor; mesmo quando disse aos que diziam querer segui-Lo que não deveriam [...] sem deixar tudo; ou quando ordenou ao louco de Gadara, que implorava para seguir com Ele, que, ao invés disso, voltasse para sua própria casa...

Sim, Jesus amava a Lazaro, mas Lazaro morreu... Morreu antes de ser ressuscitado e morreu depois de um dia ter sido ressuscitado...

O amor não necessariamente impede a morte...

Afinal, como não seria assim se Deus ama a todos os que comem e são comidos na cadeia alimentar?...

O amor de Deus não é romance, é Vida!...

Nele, que ama como os homens não sabem sentir ou conceber amor,

Caio

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